terça-feira, 31 de agosto de 2010

A relação entre o cérebro e a visão na leitura

Em seu livro Leitura Significativa, Frank Smith mostra que quando estamos lendo sem dúvidas utilizamos nossos olhos para que possamos enxergar, porém é um erro o leitor acreditar que está lendo com os olhos, ou que os olhos são responsáveis pela visão. Os olhos apenas colhem a informação e transmitem ao cérebro, e o cérebro é quem nos dá a capacidade de poder ver.
Além disso, Smith traz também em seu livro quando fala da relação cérebro/visão dois pontos significativos que nos proporcionam a informação necessária para que possamos entender o que estamos lendo. São eles: informação visual e informação não visual. A informação visual é aquele texto que podemos enxergar. Porém nem sempre enxergar é sinônimo de poder ler, muitas vezes não possuímos essa capacidade, pois o texto pode estar escrito em um idioma a qual não entendemos ou até mesmo quando escrito em nosso idioma não saibamos o significado das palavras que o compõe.  A informação não-visual está em nossa mente, está além dos nossos olhos. É quando mesmo sem estarmos lendo, mesmo sem estar escrito no texto, sabemos o que o texto, palavra ou frase que dizer, pois já possuímos um certo conhecimento sobre o assunto.
E dentre a relação informação visual/informação não-visual ocorre a chamada visão túnel, consequência de estarmos lendo no texto e não possuirmos nenhum conhecimento sobre o que está escrito.


Gisandra Cemin da Rocha

Tecnologia a benefício dos leitores

Com o passar do tempo pode-se perceber que a tecnologia esta tomando cada vez mais lugar na sociedade, uma prova real disso é a leitura online.
Metade da população já esta usando a tecnologia como forma de buscar informações deixando de utilizar os livros, dicionários,revistas e ate mesmos os jornais, pois as pesquisas e duvidas estão sendo tiradas através de sites de buscas como Google, Wikipédia, Yahoo e ate mesmo Youtube pois são mais rápidos e com custos menores.
Mas com tantos meios de informações os livros poderão ser substituídos entre os leitores?Os livros não serão substituídos, pois ainda não inventaram nada para ler que possa ser pegado na mão e folhado a não ser ele mesmo, os livros não são ainda excluídos mas são apenas uma das maneiras de buscar informações no mundo atual.
Os defensores da web como veículo de leitura acreditam que os usuários que lêem na rede podem um dia superar em número os leitores de livros. Ler artigo de opinião e um ou dois posts em blogs, dizem alguns especialistas, pode ser mais enriquecedor do que ler apenas um livro, ainda afirmam que diálogos através de e-mail e MSN também enriquecem o conhecimento e são fundamentais, pois são formas de utilizar textos não lineares
Contudo deve-se levar em conta se esses meios de pesquisa não poderão tomar o lugar dos livros e sim servir de apoio e de aprofundamento para fins de pesquisas para certos assuntos diante de duvidas e melhoramento de vocabulário, a tecnologia eletrônica não pode destruir a alfabetização.

Kéli Begnini

O Sentido da Leitura


Pensar sobre a leitura é ter a certeza de que não é responsabilidade única de qualquer parte. A aprendizagem necessita usar o conhecimento que irá reduzir a quantidade de informação que o cérebro deve processar é natural. Sabe-se que a visão não depende de nossos olhos,mas sim a quantidade que o cérebro busca alcançar no mundo de opções que se espera.
Visto que para ocorrer à leitura produtiva é preciso estar em um ambiente tranqüilo a qual a possibilite permanecer realizado, obtendo um maior entendimento. Há em algumas situações cotidianas em que ficamos ansiosos e isso nos prejudica no momento da leitura,pois a ansiedade causa VISÃO TÚNEL e um exemplo disso é quando as crianças não tem leitura previa
ou seja não conseguem interpretar o que estão lendo
A VISÃO TÚNEL é, portanto um risco de aprendizagem de leitura, porque o iniciante por definição não tem muita experiência. O papel do educador é estimular seus alunos a uma leitura significativa e que haja compreensão.
No entanto existe a preocupação em que os alunos entendam e possam refletir sobre o que estão lendo em sala de aula e também não apenas uma leitura superficial, mas sim prazerosa deixando de ser uma leitura por obrigação imposta pelo professor.

Marinês Neves Viana

A realidade do aluno no mundo da leitura

É necessário incentivar as crianças para a prática da leitura?
Com o passar dos tempos muitas teorias sobre a leitura foram formuladas, com base em minhas teorias e pesquisas, posso afirmar que sim, acho que as crianças sofrem influências familiares, se a criança estiver em um ambiente familiar, onde há prática da leitura e materiais diversos para pesquisa como: jornais, revistas, livros, internet e etc... Terá uma forte tendência a ser leitor.
A questão mais importante a ser considerada é que o incentivo a leitura deve ser feito sim, entretanto o ponto crucial sobre a leitura é descobrir o universo da criança, assim desta forma ficará mais fácil indicar uma literatura adequada, despertando o interesse por essa prática.
Portanto o educador deve exercer um papel muito importante para o sucesso dos seus alunos, devendo fazer uma avaliação de caráter individual, detectando as diferenças, sendo assim será mais fácil dar as ferramentas adequadas para cada aluno, formando novos leitores, com gosto pela prática da leitura valorizando a construção do saber.

                                                                    Joelson Luís Alves

Leitura

  Segundo Frank  Smith:  “do ponto de vista da linguagem, a leitura não exige nada além daquelas habilidades que o cérebro necessita para compreender a fala”.  Para ler utilizamos muito mais que os olhos, para compreender  a leitura necessitamos  também dos mecanismos da memória e da atenção .
  Existem muitas teorias de como a leitura deveria ser ensinada, mas deveriámos nos preocupar de como adquirímos a leitura. O que o professor precisa é compreender cada criança em particular,  o que é fácil ou difícil para ela, sem essa compreenção os  professores não podem tomar a decisão de que material e método devem usar.
   Para aprender a ler uma criança precisa de dois requisitos básicos:
-  A disponibilidade de marterial interessante e que faça sentido para o aluno. Por favor, temos que compreender que as vezes o que é interessante para nós, para outros é muito chato.
- E ter a orientação de um leitor mais experiente e compreensivo como um guia.
   Mas a verdade é de que leitura não pode ser ensinada para as crianças, nós só temos é de tornar a aprendizagem possível. A leitura é conquistada com a experiência e não com o ensino. As crianças nascem aprendendo, não precisamos treinar uma criança para aprender,  nós só temos que evitar interferir em suas aprendizagens.  Elas só fracassarão se tiverem a idéia errada do que é leitura, com isso uma criança pode não querer ler.
    Frank Smith dá dois conselhos em seu livro para uma boa leitura:
“- Primeiro, relaxe. A ansiedade em relação à capacidade de compreender e de lembrar pode tornar qualquer leitor funcionalmente cego. Você pode não se dar conta de que a ansiedade tem esse efeito, mas quanto mais preocupado você estiver em ler este livro, menos probabilidade você terá de compreendê-lo. Procure curtir o livro, deixe-o de lado por um tempo se você estiver aborrecido ou confuso, e deixe o seu cérebro tomar conta do resto .
  - Minha segunda sugestão é que você não deve tentar memorizar nada do que você ler neste livro. O esforço para memorizar é completamente destrutivo para a compreensão. Por outro lado, havendo compreensão, a memorização tomará conta de si mesma, o seu cérebro tem mais experiência do que você imagina na tarefa de buscar sentido em um mundo complexo, e de lembrar o que é importante." 

  Éveron Almeida Rodrigues

Universo múltiplo


A tecnologia está cada vez mais presente em nosso cotidiano, independente de nossa vontade. Mediante isso, os conceitos sofrem uma grande transformação. O conhecimento passa a ser adquirido de maneiras distintas e não apenas através do professor na escola.

Os professores não são mais apenas transmissores de conteúdos e caso não se reinventarem serão substituídos pelos computadores, pois o conhecimento não está mais no ser humano e, sim, fora dele. O conceito Internet nos ensina que não há conhecimento definitivo e restrito, tudo é cada vez mais interdisciplinar, numa economia baseada em conhecimento, possuí-la é tão importante quanto deter o capital financeiro.

Com o ato da leitura não deixa de ser diferente. Como sabemos, leitura é compreensão, um universo de multiplicidade, que não se limita ao oral. A sociedade é cada vez mais visual e o sujeito consegue realizar várias coisas ao mesmo tempo.

No entanto, a escola impõe procedimentos lineares e não aceita que o aluno tenha a sua interpretação. Assim, ela falha, pois deveria formar leitores com capacidade reflexiva. Os alunos, também não se preocupam com a sua opinião e acham fácil apenas aceitar o modelo imposto pelo professor.

Em relação a essas novas tecnologias, o que mais revolta, é a quantidade de escolas com salas de informáticas equipadas, mas com as portas trancadas, sem os que os alunos tenham acesso. O papel da escola deveria ser facilitar a interatividade. Assim, o conhecimento dentro e fora do sujeito se reorientaria, tornar-se-ia dinâmico, dialogando e transformando a realidade.

Essa nova maneira de obter informação é extremamente positiva, no entanto, na escola somente há transformação de informação em conhecimento pela mediação do professor.

Em reportagem do Jornal Zero-Hora, de terça-feira, 31 de agosto de 2010, intitulada O Quadro-Negro do futuro, mostrou uma realidade da introdução dessas novas tecnologias em sala de aula. O quadro-negro que foi a base do ensino até o século 19 começa a ser substituído por lousas digitais e interativas, que agregam internet, vídeo, animações, jogos e outros aplicativos. A pergunta é: todas as escolas terão acesso e farão bom uso da ferramenta?

O nosso Brasil, é um dos países mais injustos. Se as coisas continuarem nesse ritmo, corremos o risco de nos transformarmos num país com tecnologia de e-lite, infelizmente.


Gláucia Knob