A tecnologia está cada vez mais presente em nosso cotidiano, independente de nossa vontade. Mediante isso, os conceitos sofrem uma grande transformação. O conhecimento passa a ser adquirido de maneiras distintas e não apenas através do professor na escola.
Os professores não são mais apenas transmissores de conteúdos e caso não se reinventarem serão substituídos pelos computadores, pois o conhecimento não está mais no ser humano e, sim, fora dele. O conceito Internet nos ensina que não há conhecimento definitivo e restrito, tudo é cada vez mais interdisciplinar, numa economia baseada em conhecimento, possuí-la é tão importante quanto deter o capital financeiro.
Com o ato da leitura não deixa de ser diferente. Como sabemos, leitura é compreensão, um universo de multiplicidade, que não se limita ao oral. A sociedade é cada vez mais visual e o sujeito consegue realizar várias coisas ao mesmo tempo.
No entanto, a escola impõe procedimentos lineares e não aceita que o aluno tenha a sua interpretação. Assim, ela falha, pois deveria formar leitores com capacidade reflexiva. Os alunos, também não se preocupam com a sua opinião e acham fácil apenas aceitar o modelo imposto pelo professor.
Em relação a essas novas tecnologias, o que mais revolta, é a quantidade de escolas com salas de informáticas equipadas, mas com as portas trancadas, sem os que os alunos tenham acesso. O papel da escola deveria ser facilitar a interatividade. Assim, o conhecimento dentro e fora do sujeito se reorientaria, tornar-se-ia dinâmico, dialogando e transformando a realidade.
Essa nova maneira de obter informação é extremamente positiva, no entanto, na escola somente há transformação de informação em conhecimento pela mediação do professor.
Em reportagem do Jornal Zero-Hora, de terça-feira, 31 de agosto de 2010, intitulada O Quadro-Negro do futuro, mostrou uma realidade da introdução dessas novas tecnologias em sala de aula. O quadro-negro que foi a base do ensino até o século 19 começa a ser substituído por lousas digitais e interativas, que agregam internet, vídeo, animações, jogos e outros aplicativos. A pergunta é: todas as escolas terão acesso e farão bom uso da ferramenta?
O nosso Brasil, é um dos países mais injustos. Se as coisas continuarem nesse ritmo, corremos o risco de nos transformarmos num país com tecnologia de e-lite, infelizmente.
Gláucia Knob
GláuciaGláucia
ResponderExcluirBom saber que você relaciona as coisas que trabalhamos em sala de aula com o que se divulga na imprensa. Seu texto tem dados importantes, pontos de argumentação pertinentes. Cuidado, contudo, com pequenos problemas de linguagem! Há pequenas inadequações no emprego (sintático) da vírgula.
Abraço