quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Inadequação metodológica escolar

O professor escolhe um livro e manda ler e o aluno obedece por obrigação. Geralmente é esse o método de ensino na maioria das escolas.
Poucas vezes o aluno tem livre escolha em relação aos livros que vai ler para fazer um trabalho e as respostas que deveriam ser respondidas nesse trabalho. Na maioria das vezes o professor determina um texto a ser trabalhado e as respostas das questões trabalhadas, o aluno quase nunca pode expor sua opinião em suas respostas, pois a resposta correta, segundo o professor, é a que ele decidiu.
Tudo começa logo após a alfabetização quando o aluno passa supostamente a “compreender textos”. Na verdade ele precisa apenas ler os textos, e não necessariamente compreender, pois a resposta lhe é dada claramente sem necessidade de que ele pense e reflita a cerca da questão. É sempre um texto muito simples com questões muito simples, como por exemplo, no texto cita que “Maria saiu de casa para fazer compras” e nas questões pergunta-se “O que Maria fez? Por que ela saiu de casa?” Tal método que não prepara o aluno para possíveis interpretações futuras e apenas lhe faz escrever. E quando é questionada uma questão de opinião pessoal os alunos ficam confusos e acabam respondendo o que acham que seria a opinião do professor e não a deles, por medo de errar ou até mesmo para agradar o professor.
Com todo o avanço que vem ocorrendo em todos os lugares, em todas as profissões, é inadmissível que a escola e o professor fiquem para trás, trabalhando sempre da mesma forma, com o mesmo método de ensino. A escola e o professor devem preparam o aluno a partir de diversas didáticas para que ele fique capacitado a enfrentar suas dificuldades, como numa interpretação de texto, por exemplo. E se continuar dessa maneira, tudo tão fácil, quando o aluno se deparar à questões mais complexas se sentirá perdido e incapacitado.

Gisandra Cemin da Rocha

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Experiências digitais

Quando éramos crianças as cantigas, os contos de fadas e as brincadeiras faziam parte do nosso dia. Crescemos felizes assim. Mas, especialistas divergem em relação ao fato alegando, por exemplo, aquela cantiga em que cantávamos que atiramos o pau no gato estimularia a violência. Os pais desejam proteger as crianças. As crianças agem conforme a sua realidade social, esta que está mudando rapidamente por meio da revolução da tecnologia. Na sala de aula possuímos o exemplo do quanto essa realidade está afetada. Dizer que a educação está no caminho ao fracasso é exagero, mas o nosso velho sistema não é mais suficiente.

As crianças e adolescentes de nossa era são seres digitais e aprendem cada vez mais cedo a encarar seus erros, lidar com a experiência subjetiva da traição, do amor, dos sofrimentos, das realizações nesse mundo digital. Lidando desde cedo com a internet elas não são enganadas tão facilmente. Nesse sentido, parte do professor motivá-las a explorar o mundo e, assim, por consequência, elas aprendem mais sobre a vida.
Bettelheim, cita que histórias, por exemplo, constituem experiências antecipadas dos fatos da vida real, cujos sujeitos leitores/ouvintes aprendem a crescer bem, com segurança, autoconfiança e auto-respeito. Além disso, não é necessário mudar histórias e músicas, é preciso sim, lidar com as adversidades das histórias, cantigas e brincadeiras desde cedo, para enfrentar com maior segurança as adversidades da vida.
Em sala de aula é visível o quanto os alunos estão mais ativos, dedicando atenção as coisas por um curto período de tempo, sem contar que elas querem realizar varias atividades paralelamente e esperam obter repostas instantaneamente quando fazem uma pergunta. Elas parecem pensar e agir de maneira superficial, zapeando de uma informação a outra, não criticando tanto e muito menos refletindo sobre o que digerem por meio da televisão e da internet. Os Homos Zappiens aprendem desde cedo que há muitas formas de adquirir a informação. A escola não passa a ser vista como o lugar para aprender, mas sim, como um lugar de encontro do circulo de amigos.
Percebe-se que as crianças não tem mais interesse pelos livros e, sim por jogos eletrônicos. Sabemos que o ser humano constrói sua cultura a partir das relações com o outro e, a partir dessas relações, extraímos nossos valores e construímos a nossa identidade. O ato da leitura muito nos ensina e nos leva a uma reflexão. Balise Pascal afirma que quando lemos exercemos nossa liberdade. Com certeza! Pois, o autor impõe ideias, fatos, cenas, mas depois, nós leitores, possuímos a liberdade em criticar, discutir e alterar.
Faz-se necessário mostrar às crianças o quanto ler é prazeroso. Armindo Trevisan cita que a maior razão da leitura é o prazer. E mais: se a humanidade deixar de lado o ato de ler tudo se tornará tedioso, desde o acordar, ao trabalho, conversas e o sexo. Esse é o Trevisan... Precisamos mostrar aos nossos jovens que a leitura, seja no computador, no livro, na revista, na bula do remédio, vale a pena e que somente a partir dela, exercemos nossa real liberdade.

 Gláucia Knob

Interatividade textual
            Vivemos numa era efêmera, o tempo é dominante, a velocidade pura envolve todos os meios, a pragmática da comunicação está transfigurada, entramos no que Pierre lévy titulou de terceiro pólo do espírito humano: o pólo informático- mediático. Nas sociedades da oralidade primária os interlocutores partilhavam o mesmo texto e com o surgimento da escrita houve a possibilidade de distanciamento entre o momento da produção do texto e sua recepção.
            Hoje temos atores da comunicação conectados a uma rede, possibilitando assim a interatividade e interação, as informações ganham legitimidade quando aparecem em um veículo de comunicação, os leitores deixaram de ter um papel passivo na construção textual para assumir o papel de colaboradores, nos tempos atuais é possível falar-se de política sem ao menos sair de casa. Os hipertextos nos leva ao mundo paralelo, de realidades superpostas a outras, links nos permitem uma leitura não linear, distanciamento da leitura normal, o megadesign textual hipertextual reconfigura o espaço, tratando-se agora de um ciberespaço, que se constitui como o hipertexto mundial, interativo e receptivo a todas as vozes conectadas que quiserem participar da criação de megatextos produzidos pela inteligência coletiva, um exemplo disso é o site Wikipédia que permite que as pessoas participem da construção de seus textos.
O hipertexto pode ser analisado como uma metáfora das mudanças cognitivas e sociais, podendo tornar-se uma tecnologia intelectual, pois tendo influência na organização de textos e nos modos de expressão, pode ter como extensão influência na organização do pensamento. Ao pensarmos em hipertexto logo associamos sua história à história da informática, porém ela é muito mais extensa, a bíblia é considerada o primeiro hipertexto de toda a história pela sua forma não seqüencial de leitura, Leonardo da Vinci fazia anotações de um modo próximo ao hipertexto, outros exemplos podem ser desde índices dos livros as notas de roda- pé, pois nos remetem desde outras partes de livros até mesmo a outras obras.
Concluo que hipertextualidade é muito importante, pois serve de ferramenta para quebrar a relação autor- leitor, porque com a interatividade os dois se comunicam e interagem. O leitor deixa de ter papel passivo e passa ser participante, interligando assim as vozes conectadas nesse ciberespaço que está cada vez maior.

                                                                                                                Renan M. Moraes                                             

Tempos modernos

O mundo encontra-se em fases de avanço tecnológicos e acompanhá-los é fundamental, pois facilita o cotidiano do homem e o torna mais sábio.
A tecnologia proporciona ao ser humano uma ferramenta a mais na busca de informações, ele esta cercado de noticias e conteúdos. A internet possibilitou em sala de aula trabalhos diferentes onde o aluno propõe seu próprio plano de aula, os alunos ainda  trabalham em grupos determinados temas  abrangendo assuntos amplos e como forma de busca usam a internet .
MSN, blogs entre outros também estão sendo usados como meio de esclarecimento de duvidas online, anos atrás as pessoas   para mexer em um controle usavam o manual ,hoje, as crianças buscam esclarecer suas duvidas através dessas salas de bate papo online, e ate mesmo como exemplo temos o vídeo game onde as crianças sem conhecimento algum sobre determinado jogo aprendem com facilidade. Desse modo, as novas gerações têm um desenvolvimento tecnocognitivo enquanto às outras gerações, o real se baseiam nas  instruções para a aprendizagem.
Os tempos mudaram e foram surgindo esses Homo Zappiens onde não seguem uma linearidade, conseguem processar varia informações ao mesmo tempo, dependendo da importância do assunto conseguem ouvir musica, assistir televisão e responder no MSN, embora essas pessoas deixam seus compromissos todos para ultima hora, vão para a escola mas para eles lá parece mais um local de encontro físico entre colegas.
A tecnologia trouxe muitos ganhos a o ser humano, assim ela tornou-se parte da personalidade humana, pois envolve e contagia o homem, passando, com ela a administrar o seu “eu” trazendo vantagens e comodidades a ele.



Kéli Begnini

hipertexto é natural !

 O hipertexto é hoje qualquer meio de comunicação que tenha figuras, imagens, sons,   incorporados em um mesmo texto. O principal difusor de hipertextos hoje em dia  é a World Wide Web (internet)  onde o hipertexto é tão natural que nem percebemos sua presença.

 Nos habituamos a ler na intenet  fazendo pulos de um link para outro, e dificilmente lemos um texto até o final. O interessante é que temos este habito apenas na internet. Por que quando lemos um livro não ficamos pulando de uma página para outra.

 Mas existem excessões a regra, pois o hipertexto é mais antigo, que a internet, em 1963 Júlio Cortázar  escreveu  o livro Jogo da amarelinha, onde o  leitor escolhe o caminho a ser seguido durante a leitura. 
Para comprar:
Para ler sobre o autor e obra:

A capacidade de filtrar informações e o sucesso profissional.

Manipular as tecnologias de informação é uma necessidade básica em nossos dias, mas o fator mais importante é detectar quais são as informações  corretas, pois temos uma avalanche de dados que acabam dificultando ou camuflando o que é real.
As possibilidades de erros são existentes, mas é interessante errar, correr riscos, esses fatores são importantes e nos ajudam no crescimento. Mediante a quantidade de informações encontrada na rede, nos sentimos entusiasmados, eufóricos e de certa forma atordoados pelo mar de possibilidades. Logo pensamos, tenho todas as resoluções para os problemas, isso é bom e nos conduzirá a novos artifícios para nossas pesquisas, entretanto o grande fator a ser levado em consideração é que devemos saber o que realmente tem um caráter verdadeiro e confiável, fazer pesquisas, desenvolver habilidades, discernir informações verdadeiras das falsas, filtrar o que encontramos, após essa seleção, poderemos formular conceitos.
Lidar com a incerteza, é uma atividade muito valorizada, devemos agir de uma forma empreendedora, criando, correndo riscos. É fundamental nos sentirmos com vontade de inovar, entretanto devemos ser flexíveis, isso pode ser um grande diferencial em nossas carreiras.
É necessário ir até as estrelas sem tirar os pés do chão, naufragar em alto mar, mergulhar na escuridão, talvez em um impulso, em um tiro a morte ou em uma tacada de sorte você se de bem!
                                                                  
                                                             Joelson Luís Alves




Mudanças. A evolução constante

     A sociedade  de hoje está cada vez mais dependente das  tecnologias: celulares, rádios televisão, internet, jogos etc. Será que viveríamos sem essas constantes mudanças que  se fazem presente em nosso cotidiano? E onde se encaixa a história dos Homo Sappiens? Há  mais de 3 mil anos,não havia muitos recursos e o homem estava em maior contato com a natureza,caçava seu próprio alimento .
     Atualmente esse tempo passou e   vive-se em um contexto mais amplo e aberto ao diálogo. Desde então desenvolveu  as diversos meios tecnológicos e por esse motivo o círculo de amizades são mais intensas, possibilidades novas estão surgindo para todos,porém toda tecnologia é no geral recebida com desconfiança.Existe um certo cuidado com os benefícios de algo novo antes de adota-los.
       Hoje em dia não se vive sem esses benefícios mesmo que no primeiro momento exista uma certa resistência  logo isso desaparece com  tempo.Porque na realidade as pessoas se acostumam e não vivem sem essas aprendizagens,que são fundamentais para seu desenvolvimento.Na medida que vai se aprimorando tudo que se apresenta de novidade, fazendo com que cada vez mais as pessoa busquem  o que é novo .Sendo motivadas pela precisão que esses fatores impõem no meio em que se vive e nas relações humanas.
          Entretanto o fato de as mudanças serem cada vez mais  óbvias   e pelo fato das incertezas, há a necessidade de pessoas mais flexíveis e criativas. E os usos dessas modernidades influenciaram no ato de pensar e no comportamento do Homo Sappiens procurando contato com todos ao mesmo tempo e um exemplo disso é através de um simples clique  no computador podem se comunicar com o mundo inteiro sem restrição; pois os Homo Sappiens aprendem desde  muito cedo que há muitas fontes de busca e colocam em prática tanto na vida pessoal quanto profissional tornando mais fácil a comunicação e aprendizagem humana.              


                                                                               Marinês Neves Viana

O sentido da leitura

Professor Miguel

     Estou enviando novamente outra versão da primeira postagem do blog. O texto anterior havia pensado em comentar alguns tópicos e não em um texto argumentativo. Já nesse segundo procurei me deter a um assunto só, e também uma melhor  organização textual,  segundo o que foi comentado em aula .

 O sentido da leitura

            Sabe-se que a leitura não é responsabilidade unicamente do educador. Há o interesse em saber como a leitura deveria ser ensinada,  visto que para as crianças lerem elas   por sua vez necessitam de ajuda. A compreensão deve vir do significado que o ouvinte ou leitor traz para a sua linguagem.
          Para compreender a leitura, os pesquisadores precisam considerar não somente os olhos (mecanismos da memória –atenção,ansiedade,compreensão de fala.) Todos esses fatores são referentes a leitura que fazemos em relação ao mundo existente.
          Entretanto, o treinamento de professores mostra a preocupação freqüente em sala de aula, onde o foco principal deveria ser  no que faz e não simplesmente no que sabe de conteúdo para passar para os alunos.
          Frente a essa possibilidade precisa-se observar de onde vem o significado sendo juntamente as palavras individuais para o entendimento, porque as crianças não ouvem a estrutura da superfície das suas palavras, mas percebe o significado que é desenvolvido.
            Pensando nisso o significado é inteiramente ligado a leitura  pois as crianças não  precisam ser muito inteligentes para aprender a ler, embora aprender a ler vai contribuir muito em sua capacidade intelectual.Os professores e outros adultos tem o papel decisivo na estimulação de leitura tornando esta possível com materiais que  façam sentido para eles e com o auxilio de um leitor mais experiente como guia.

                                                                               Marinês Neves Viana

domingo, 12 de setembro de 2010

"O vírus do amor ao livro é incurável, e eu procuro inocular esse vírus no maior número possível de pessoas."

JOSÉ MINDLIN - Bibliófilo e escritor brasileiro

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Caminhos da Leitura


         A leitura nos dias de hoje é desapreciada pelos jovens, de faixas etárias variadas, que encontram muitas vezes como principal obstáculo a dificuldade na compreensão dos textos. Essa dificuldade deriva-se de vários fatores, como por exemplo, a falta de conhecimento prévio, um aluno do ensino médio não compreenderá um texto de filosofia como, por exemplo, “Além do bem e do mal” de Nietzsche se não estiver familiarizado, habituado com a estrutura textual e o conhecimento necessário para tal leitura, assim sendo criando uma visão túnel, falta de sentido é a principal característica da visão túnel, ele lê sem compreender, pois a linguagem não lhe é familiar, essa falha na assimilação do conteúdo na maioria das vezes atrapalha o interesse do leitor, que acaba muitas vezes por desestimular-se na prática de leitura, pois ela se torna demasiada maçante, os professores devem então auxilia-los e acompanha-los em tal processo, mas ao mesmo tempo tentar não interferir na liberdade de compreensão dos alunos, e sim estimular a leitura, de maneira que tal material traga interesse aos alunos e faça sentido a eles.
            Existe a crença que a leitura precisaria ser ensinada, porém essa idéia é errônea, as pessoas já nascem com a capacidade de ler, essa habilidade é tão natural como o ato de falar ou pensar, o que é necessário ser feito é o estimulo da prática de leitura e o direcionamento por meio daqueles que são os mais importantes nesse processo, ou seja, os professores, que na maioria das vezes falham nessa missão, pois se baseiam em um sistema metodológico ultrapassado que tem como principal característica a opressão dos alunos, a imposição de idéias que só tendem à causar a rejeição dos alunos por tal habito , o papel do professor deve ser de estimular e direcionar os alunos sem limitá-los a dogmas e paradigmas, esses por sua vez desenvolverão a habilidade de leitura naturalmente, encontrarão na leitura um universo novo, fonte de grande prazer e cultura.
            Nos tempos atuais a tecnologia passou a ser parte do nosso cotidiano e está presente cada vez mais em nossa vida, a internet, por exemplo, é a principal ferramenta da interação e interatividade na busca do conhecimento, todavia o sistema de ensino ainda não está totalmente dotado dessa capacidade, não é raro encontrarmos escolas com salas de informática fechadas ou com computadores fora de uso ou até mesmo professores que preferem se manter na metodologia clássica, assim sendo, retardando o processo de aprendizagem, abdicando dessas novas tecnologia, fonte de conhecimento tão atual e que nos permite interagir rapidamente nesse mundo que está cada vez mais globalizado. Portanto devemos pensar em novos caminhos, meios para alcançar um objetivo velho que à muito vem sendo perseguido, porém sem resultados novos e longe do verdadeiro progresso.

                                                                                                         Renan Marcel Moraes