O professor escolhe um livro e manda ler e o aluno obedece por obrigação. Geralmente é esse o método de ensino na maioria das escolas.Poucas vezes o aluno tem livre escolha em relação aos livros que vai ler para fazer um trabalho e as respostas que deveriam ser respondidas nesse trabalho. Na maioria das vezes o professor determina um texto a ser trabalhado e as respostas das questões trabalhadas, o aluno quase nunca pode expor sua opinião em suas respostas, pois a resposta correta, segundo o professor, é a que ele decidiu.
Tudo começa logo após a alfabetização quando o aluno passa supostamente a “compreender textos”. Na verdade ele precisa apenas ler os textos, e não necessariamente compreender, pois a resposta lhe é dada claramente sem necessidade de que ele pense e reflita a cerca da questão. É sempre um texto muito simples com questões muito simples, como por exemplo, no texto cita que “Maria saiu de casa para fazer compras” e nas questões pergunta-se “O que Maria fez? Por que ela saiu de casa?” Tal método que não prepara o aluno para possíveis interpretações futuras e apenas lhe faz escrever. E quando é questionada uma questão de opinião pessoal os alunos ficam confusos e acabam respondendo o que acham que seria a opinião do professor e não a deles, por medo de errar ou até mesmo para agradar o professor.
Com todo o avanço que vem ocorrendo em todos os lugares, em todas as profissões, é inadmissível que a escola e o professor fiquem para trás, trabalhando sempre da mesma forma, com o mesmo método de ensino. A escola e o professor devem preparam o aluno a partir de diversas didáticas para que ele fique capacitado a enfrentar suas dificuldades, como numa interpretação de texto, por exemplo. E se continuar dessa maneira, tudo tão fácil, quando o aluno se deparar à questões mais complexas se sentirá perdido e incapacitado.
Gisandra Cemin da Rocha
Nenhum comentário:
Postar um comentário