quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O Barbeiro e o Judeu da Prestação contra o Sargento da Motocicleta, de Joel Rufino dos Santos

O autor

Filho de pais pernambucanos, Joel Rufino dos Santos nasceu no Rio de Janeiro e viveu cerca de dez anos em São Paulo. Foi preso durante a ditadura militar, entre 1972 e 1974. Publicou diversos livros, entre eles: Quem faz a república, O dia em que o povo ganhou, História política do futebol brasileiro e Zumbi (ensaios da história); Abolição, Quatro dias de rebelião, e Ipupiara (romances); O curumim que virou gigante, A botija de ouro, Uma estranha aventura em Talali, Marinho; O noivo da cutia; Duas histórias muito engraçadas e O soldado que não era (literatura infanto-juvenil).



O Barbeiro e o Judeu da Prestação contra o Sargento da Motocicleta
(7ª e 8ª séries do ensino fundamental)


          
            Em tempos de ditadura, um boato deixa o Morro da Mineira em polvorosa: o menino Albino espalha por toda a cidade que Isaque, o judeu, possui um pedaço de sabão feito de seus pais, que teriam sido assassinados pelos nazistas. Existe sabão feito de gente? Mesmo tendo ouvido falar de horrores da guerra, a cidade toda desconfia.

            O judeu, por sua vez, deixa claro que não faz nada de graça: só irá mostrar o sabão de seus pais no dia em que a cidade toda pagar as prestações que deve – coisa que está longe de acontecer. E a confusão é criada quando um barbeiro da região afirma já ter visto, com seus próprios olhos esse tal sabão.






Tema: Questão social;
Delimitação: Preconceito e Discriminação;
Materiais e recursos:
Computador com acesso à Internet.
Rádio.
CD.
 Livros.
TV.
Aparelho de DVD.
Filmes.

Etapas propostas
        1. Levar os alunos à sala de informática e pedir que acessem o site do Google (www.google.com.br) digitando as palavras-chaves: GLÓRIA MARIA PRECONCEITO 23 NOVEMBRO 2010. Em seguida, orientá-los para que acessem o site da Zona Mix em que se encontra a reportagem: 


                Em entrevista ao portal EGO, a jornalista e apresentadora Glória Maria, primeira repórter negra da TV brasileira, disse que ainda sofre preconceito por sua cor de pele. “Já sofri várias vezes e sofro até hoje. A diferença é que as pessoas hoje têm mais cuidado porque sou uma pessoa pública”, disse a jornalista. 
  “Fui a primeira repórter negra da televisão. A primeira a apresentar o jornal das sete, a primeira no comando do Fantástico... Mas tive que enfrentar muitas barreiras e obstáculos para conseguir as coisas. Tudo é mais difícil para um negro. Você tem que provar 100 vezes que você é o melhor. É cansativo, duro, doloroso. Se você não tiver uma força extraordinária, não consegue passar por isso. Mas eu vim ao mundo para lutar. Sou uma guerreira!”, afirmou a jornalista, que atualmente produz reportagens para o Globo Repórter.


        2. Solicitar que os alunos realizem a leitura silenciosa e após com o grande grupo.
        3. Discutir a reportagem, citando os tipos de preconceitos existentes na sociedade (diferentes etnias, o físico, local em que reside, faixa etária, classes sociais, ocupação profissional, enfim, aqueles que vão surgindo devido ao debate).
        4. Na sequência, solicitar que os alunos formem grupos conforme a preferência deles e pesquisem uma notícia referente ao assunto preconceito, apresentando-o como se fosse um noticiário ou de televisão ou de rádio.
        5. Designar um tempo para que os alunos se organizem e após realizem a apresentação.
        6. Realizar uma caça ao tesouro com os alunos. Cada grupo receberá um mapa com indicação da primeira dica, aí deixá-los procurar até chegar ao tesouro. Cada grupo encontrará um baú do tesouro e dentro encontrará uma peça.
        7. Instigá-los a refletir o que poderiam fazer com essa peça, sendo que o resultado final depende da junção de todas as peças encontradas pelos grupos, formando assim, um resumo sobre a obra O Barbeiro e o Judeu da Prestação contra o Sargento da Motocicleta.
        8. Na aula posterior explorar o livro, destacando trechos decisivos e levando em conta a opinião dos alunos quanto à obra.

Trabalho final
Propor aos alunos uma produção textual (poesia) e desenho referente ao tema tratado na obra.

Sugestões de interdisciplinaridade
Português: Linguagem.
História: Segunda Guerra Mundial.
Ensino Religioso: pluralidade cultural e religiosa.

Referências:
SANTOS, Joel Rufino dos. O barbeiro e o judeu da prestação contra o sargento da motocicleta. SP: Editora Moderna, 2007.








Anexos


Exemplos do tema proposto sendo mostrados no cinema


A lista de Schindler






Mississipi em chamas






A outra história americana




Exemplos do tema proposto sendo mostrados na música








Exemplos do tema proposto sendo mostrados na história



Ku Klux Klan

Ku Klux Klan

  Genocídio dos Judeus

Campo de concentração

Nazismo

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Relação Conhecimento X Compreensão

A aprendizagem da criança sempre foi motivo de preocupação dos profissionais da área da educação. A principal ferramenta no processo de aprendizagem é a leitura, leitura essa que provoca interação entre autor e leitor, através dela semeamos sabedoria e tomamos conhecimento sobre a visão de mundo de um autor, sua ideologia e tanto quanto mais seja de relevância aos leitores. Porém há uma problemática, muitos leitores, não restringindo somente às crianças e adolescentes mostram dificuldades na compreensão de textos, um dos fatores mais importantes nessa falha de compreensão e assimilação é a falta de conhecimento prévio.
Um aluno precisa estar ciente e interado ao assunto para que haja maior entendimento, o conhecimento prévio varia desde lingüístico, textual a conhecimento de mundo, o que também podemos chamar de biblioteca interna, todavia se o leitor não tem conhecimento do assunto tratado ele terá dificuldades na compreensão, esse conhecimento prévio deve ser ativado no ato da decodificação da leitura. Automaticamente fizemos um processo de seleção, o contexto é de grande importância, pois é através dele que fizemos nossas escolhas, nossos paradigmas, desde o processo de fala à compreensão das situações.
Portanto para que haja maior assimilação da leitura deve-se ter a consciência de que sem um conhecimento prévio significativo, que pode variar de formal á informal, de lingüístico a textual, o leitor tenderá a criar lacunas na sua compreensão, as pessoas necessitam de informação para interpretar as situações do mundo. Logo os profissionais da área de ensino devem auxiliar no processo de formação do leitor, servindo como suporte e tendo noção que o autor e leitor devem estar na mesma sintonia, isto é no mesmo nível tanto no ato de transferência de informação como no recebimento.

                                                                                     Renan Moraes

Aspectos importantes para a compreensão do leitor

Aqui falaremos sobre como a coesão, e outros aspectos são importantes para  a compreensão de um texto pelo seu leitor, e também como leitor faz esta compreensão.
Um elemento lingüístico que contribui para  o sentido do texto é o significado convencional do item lexical, um exemplo é a palavra FOGO, que é de senso comum que é sinal de incêndio. Em textos mais extensos, os elementos que relacionam as diversas partes de um texto, formando uma coesão, são de importãncia para o leitor compreender o texto. Para compreender, o leitor tende a reduzir o número de personagens, objetos, processos, eventos, á medida que vai lendo. A leitura que permite isso é um texto coeso.
Isto não implica que ele seja um texto coerente, pois, o processo através do qual utilizamos elementos formais para fazer ligações necessárias a construção de um contexto é considerado uma estratégia cognitiva de leitura. Essas estratégias cognitivas regem comportamentos automáticos ,inconscientes do leitor.
Há dentro desses princípios várias regras,  como por exemplo:
- A regra de recorrência , que explica a expectativa de que cnário textual apresente número limitado de personagens, objetos, ou eventos.
- A regra de continuidade temática,  permite interpretar  que se um tema é abandonado, o próximo tema deve estar relacionado.
- A regra de canonicidade agrupa vários princípios sobre a ordem natural do mundo,por exemplo,  primeiro a causa depois a reação.
- O princípio da coerência que diz quando há duas interpretações conflitantes  devemos escolher aquela que torne o texto coerente.
Bem, essas são algumas regras que eu acho mais importantes para uma boa compreensão do texto.       
                              
                                                                                Everon Almeida Rodrigues

Aspectos fundamentais para compreender melhor a leitura

Muitas vezes, principalmente na escola, a leitura só é compreendida quando a ela é submetida um objetivo. Geralmente a leitura serve como base para ser feito um resumo ou apenas para responder algumas questões, e assim, o aluno acaba não prestando atenção no conteúdo do texto em geral, mas quando há um trabalho a ser feito a cerca do texto ele é lido com mais atenção e o aluno busca principalmente as informações necessárias para realizar o trabalho designado pelo professor. Porém, mesmo quando todo o texto é lido com atenção a maneira de compreensão pode variar dependendo do tema proposto.
Quando são estabelecidos determinados objetivos em uma leitura chamamos este ato de estratégia metacognitiva, que pode ser definida como a consciência que o leitor tem sobre o próprio nível de compreensão durante a leitura. A estratégia metacognitiva ocorre quando o leitor decide se já entendeu o conteúdo do texto ou não, se precisa retomar a leitura, ou se já pode parar, pois já a compreendeu.
Além dos objetivos, a formulação de hipóteses construídas no decorrer do texto facilita ainda mais a compreensão. O leitor deve imaginar o desencadeamento de algumas situações que o texto não trás totalmente esclarecidas, ou argumentos que passaram despercebidos ao longo de sua leitura, seja por ter ‘pulado’ uma palavra ou até mesmo um pequeno desvio de atenção enquanto lia, e assim, formulando certas hipóteses, mesmo onde ocorreu um certo afastamento de atenção o entendimento do texto poderá ser realizado.
Sendo assim, percebe-se que ao ler é fundamental estabelecer certos objetivos dentro da leitura e estabelecer determinadas condições, ou hipóteses, onde para o leitor não ficou totalmente claro, e com esses dois aspectos a leitura poderá ser compreendida com mais prontidão.

Gisandra Cemin da Rocha

Objetivos e expectativas da leitura

        

 Existem formas de leituras e de compreensão de texto, entretanto muitos objetivos podem ser alcançados ou ficarem mais claros à medida que diferenciamos as estruturas textuais. Em um texto denotativo, cujo caráter é informativo, a leitura é feita para esclarecer e nos deixar informados do conteúdo, com metas pré-determinadas de esclarecimento ou de informações.
Outra forma de texto é o conotativo, esse por sua vez deve ser apreciado, essa leitura nos faz entrar no universo de cada autor, e sentir uma sensação de prazer pelas palavras que nos mostram possibilidades, que geralmente não são exatas e podem ser apenas fruto da imaginação do poeta, percebemos a importância dessa leitura, porque através dela saímos um pouco da forma sistemática, repleta de obrigações e tarefas programadas em nosso dia a dia, essa leitura nos permite dar asas à imaginação, geralmente essa forma poética não é exata e até nos faz questionar-se sobre as possibilidades. Em um romance, você entra na história, vivencia, cria sue universo, essa é uma leitura de imersão. 
Conforme o texto é necessário proceder com algumas condutas definidas, por exemplo: se você vai procurar um nome em uma lista de telefone, você vai procurar na letra do nome da pessoa, não sendo necessário ler toda a obra, a leitura dessa forma já é direcionada, contem um caráter denotativo somente com o poder da informação, enquanto isso a leitura em caráter conotativo, como poesia, contos, fabula etc., é utilizado mais para a apreciação e relaxamento, sendo assim uma leitura prazerosa.
O que é importante frisar, no sentido voltado para o universo da leitura é o impacto que causa no leitor, no sentido denotativo leva uma gama de informações aos leitores, mas de uma forma caracterizada e bem direcionada pelos aspectos de definição das notícias, manchetes, crônicas dentre outros.
E no aspecto conotativo, o impacto é genial, faz com que o leitor crie seu universo, com segmentações diversas, pode ser uma literatura interpretativa, mas na maioria dos casos ela tem o poder de fazer-nos desfrutar, em um momento de relaxamento da mente e do corpo.
Um aspecto na leitura é que existem formas determinadas, por exemplo, se a leitura for feita sem uma obrigação ou sem um direcionamento, com o tempo ela será esquecida, todavia servirá como exercício além de proporcionar um acréscimo cultural, em outro tipo de leitura, quando ela exige uma apresentação ou a necessidade de um resumo, trabalho, enfim dessa forma haverá um armazenamento e uma melhor compreensão do tema.
Quando o leitor formular hipóteses de leitura, utilizando-se do seu conhecimento prévio reconhecendo os elementos formais mais visíveis e de alto grau de informatividade a leitura terá um caráter de verificação para confirmação ou refutação e revisão, podendo assim criar uma série de estratégias para a compreensão. Ao formular hipóteses, e ao testá-las terá um melhor esclarecimento, poderá reconstituir a estrutura textual, estará ativando o seu conhecimento prévio, enriquecendo, refinando, checando essas estratégias levando a uma melhor compreensão. Na utilização de estratégias metacognitivas o leitor exerce controle consciente sobre o processo de compreensão, pode assim: revisar, auto indagar ou até mesmo corrigir, este é um bom ponto de partida para um desenvolvimento textual.          
                                                                                                    Joelson Luís Alves

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Leitura como processo interativo: antes e depois

Neste final de semana, nos dias 06 e 07 de novembro acontece em todo Brasil o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2010. A prova acontecerá em dois dias, sendo que no primeiro serão realizadas as provas na área das Ciências Humanas e suas Tecnologias e das Ciências da Natureza e suas Tecnologias. No domingo, será a vez da Matemática e suas Tecnologias, da Linguagem, Códigos e suas Tecnologias, bem como a prova da redação.  Caso analisarmos a matriz de referência para o Enem veremos que o eixo cognitivo de domínio à norma culta da Língua Portuguesa, seleção, organização, relação, interpretação,  domínio da leitura, bem como a utilização do conhecimento prévio são os pré-requisitos mínimos para que o aluno possa realizar a prova e obter um resultado satisfatório. Todos estes conhecimentos são adquiridos na escola, mais especificamente através da leitura.
Compreende-se como leitura o ato de compreender os signos gráficos. Assim, o ato de ler constitui-se de um processo cognitivo, este que tem sido alvo de preocupação a todos os estudiosos e profissionais da área da linguagem, pois a leitura fluente e compreensiva constitui o alicerce mais potente para a construção do conhecimento (Lopes, 2002). A prova do ENEM deste ano, assim como a dos anos anteriores, demonstrará novamente o parâmetro que a educação brasileira se encontra, trazendo a triste realidade brasileira em relação a mesma.
Quando letrados podemos ler qualquer palavra numa fração de segundos, ou ainda, apenas com um scanning (rápida passada de olhos procurando algo que nos interesse no texto para que posteriormente realizemos a leitura do mesmo). Segundo Kleimann (1995), a leitura envolve muitos processos de compreensão anterior. Ela é um processo interativo, pois envolve todo o conhecimento do leitor adquirido pela vida.  Ao aprendermos a ler passamos por diversas fases de aprendizado e somente depois que atravessarmos a fase de decodificação, poderemos compreender, interagir e analisar o texto em seus vários âmbitos. No entanto, são frequentes as falhas de compreensão, sendo elas resultado de pouco conhecimento enciclopédico, quanto conhecimento lingüístico e textual que fazem parte deste conhecimento prévio.
A aprendizagem da criança na escola tem como base a leitura, portanto, fazer com que a criança compreenda o que está lendo é a tarefa principal do educador. Não podemos ensinar a compreensão, muito menos o processo cognitivo. Assim, cabe ao professor criar  oportunidades que permitam o desenvolvimento deste processo, levando o aluno ao objetivo principal da leitura: o prazer, e, nada além disso. É indiscutível que dessa forma o conhecimento seja a consequência.
GLÁUCIA KNOB

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Princípios importantes de um texto

Alguns especialistas abordam a existência de diversos elementos de significação que dão sentido ao texto. Há em vista a idéia de elementos formais, sendo que o conjunto desses pode se chamar de coesão. Diante disso afirmam-se também alguns princípios que são ligados a estrutura de um texto.
Pensando nesses fatores referentes à construção de um determinado texto. Sabe-se da necessidade de elementos gramaticais apresentados em um contexto. Entretanto cabe ao leitor concretizar o significado da leitura que faz. Um exemplo disso é o seguinte: A palavra CACHORRO –“escrito num aviso na porteira de um sítio. Entre os elementos gráficos, para textuais que entram em jogo estão o tamanho de letra, que deve ser legível á distancia, o fato de a palavra estar em uma placa e não num quadro negro em sala de aula”.
O exemplo mostra-nos o conjunto de elementos que formam a ligação que se chama coesão, ou seja, o primeiro entendimento de um texto o leitor possa achar vago, mas que são visíveis diversas interpretações. No texto do autor Bransford McCarrel, nos mostra outro fator o aparecimento da palavra procedimento três vezes, e a palavra coisa duas vezes; e também o artigo definido - os materiais.Entretanto faz o leitor procurar algum outro elemento- ambas estariam se referindo ao mesmo objeto.
A partir disso há a necessidade de princípios, entre eles se destaca o princípio da canonicidade. Um exemplo referente a esse elemento é de que “a ação antecede ao efeito que a ação antecede ao resultado”. E ainda relaciona-se a Linearidade que estabelece relação, ou seja,quando a ordem não é linear,seqüencial então a leitura pode se tornar mais complexa.
Enfim, para se entender e analisar de uma forma que possa haver um melhor entendimento é necessário a existência do sentido que o próprio leitor faz de toda a estrutura a ser construída tanto gramatical como cognitiva de quem lê.


                                                                    Marinês Neves Viana