Quando éramos crianças as cantigas, os contos de fadas e as brincadeiras faziam parte do nosso dia. Crescemos felizes assim. Mas, especialistas divergem em relação ao fato alegando, por exemplo, aquela cantiga em que cantávamos que atiramos o pau no gato estimularia a violência. Os pais desejam proteger as crianças. As crianças agem conforme a sua realidade social, esta que está mudando rapidamente por meio da revolução da tecnologia. Na sala de aula possuímos o exemplo do quanto essa realidade está afetada. Dizer que a educação está no caminho ao fracasso é exagero, mas o nosso velho sistema não é mais suficiente.
As crianças e adolescentes de nossa era são seres digitais e aprendem cada vez mais cedo a encarar seus erros, lidar com a experiência subjetiva da traição, do amor, dos sofrimentos, das realizações nesse mundo digital. Lidando desde cedo com a internet elas não são enganadas tão facilmente. Nesse sentido, parte do professor motivá-las a explorar o mundo e, assim, por consequência, elas aprendem mais sobre a vida.
Bettelheim, cita que histórias, por exemplo, constituem experiências antecipadas dos fatos da vida real, cujos sujeitos leitores/ouvintes aprendem a crescer bem, com segurança, autoconfiança e auto-respeito. Além disso, não é necessário mudar histórias e músicas, é preciso sim, lidar com as adversidades das histórias, cantigas e brincadeiras desde cedo, para enfrentar com maior segurança as adversidades da vida.
Em sala de aula é visível o quanto os alunos estão mais ativos, dedicando atenção as coisas por um curto período de tempo, sem contar que elas querem realizar varias atividades paralelamente e esperam obter repostas instantaneamente quando fazem uma pergunta. Elas parecem pensar e agir de maneira superficial, zapeando de uma informação a outra, não criticando tanto e muito menos refletindo sobre o que digerem por meio da televisão e da internet. Os Homos Zappiens aprendem desde cedo que há muitas formas de adquirir a informação. A escola não passa a ser vista como o lugar para aprender, mas sim, como um lugar de encontro do circulo de amigos.
Percebe-se que as crianças não tem mais interesse pelos livros e, sim por jogos eletrônicos. Sabemos que o ser humano constrói sua cultura a partir das relações com o outro e, a partir dessas relações, extraímos nossos valores e construímos a nossa identidade. O ato da leitura muito nos ensina e nos leva a uma reflexão. Balise Pascal afirma que quando lemos exercemos nossa liberdade. Com certeza! Pois, o autor impõe ideias, fatos, cenas, mas depois, nós leitores, possuímos a liberdade em criticar, discutir e alterar.
Faz-se necessário mostrar às crianças o quanto ler é prazeroso. Armindo Trevisan cita que a maior razão da leitura é o prazer. E mais: se a humanidade deixar de lado o ato de ler tudo se tornará tedioso, desde o acordar, ao trabalho, conversas e o sexo. Esse é o Trevisan... Precisamos mostrar aos nossos jovens que a leitura, seja no computador, no livro, na revista, na bula do remédio, vale a pena e que somente a partir dela, exercemos nossa real liberdade.
Gláucia Knob
Gláucia
ResponderExcluirFico feliz por seu interesse e suas leituras. Cuidado, contudo, na delimitação do tema, quando escrever. Sinto que você tem muito a dizer (e coisas boas), mas o texto dissertativo deve ter um encaminhamento mais objetivo. No teu caso, você transitou entre dois pontos, sem uma articulação precisa: a narrativa infantil e a teologia.
Abraço
Miguel