Neste final de semana, nos dias 06 e 07 de novembro acontece em todo Brasil o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2010. A prova acontecerá em dois dias, sendo que no primeiro serão realizadas as provas na área das Ciências Humanas e suas Tecnologias e das Ciências da Natureza e suas Tecnologias. No domingo, será a vez da Matemática e suas Tecnologias, da Linguagem, Códigos e suas Tecnologias, bem como a prova da redação. Caso analisarmos a matriz de referência para o Enem veremos que o eixo cognitivo de domínio à norma culta da Língua Portuguesa, seleção, organização, relação, interpretação, domínio da leitura, bem como a utilização do conhecimento prévio são os pré-requisitos mínimos para que o aluno possa realizar a prova e obter um resultado satisfatório. Todos estes conhecimentos são adquiridos na escola, mais especificamente através da leitura.
Compreende-se como leitura o ato de compreender os signos gráficos. Assim, o ato de ler constitui-se de um processo cognitivo, este que tem sido alvo de preocupação a todos os estudiosos e profissionais da área da linguagem, pois a leitura fluente e compreensiva constitui o alicerce mais potente para a construção do conhecimento (Lopes, 2002). A prova do ENEM deste ano, assim como a dos anos anteriores, demonstrará novamente o parâmetro que a educação brasileira se encontra, trazendo a triste realidade brasileira em relação a mesma.
Quando letrados podemos ler qualquer palavra numa fração de segundos, ou ainda, apenas com um scanning (rápida passada de olhos procurando algo que nos interesse no texto para que posteriormente realizemos a leitura do mesmo). Segundo Kleimann (1995), a leitura envolve muitos processos de compreensão anterior. Ela é um processo interativo, pois envolve todo o conhecimento do leitor adquirido pela vida. Ao aprendermos a ler passamos por diversas fases de aprendizado e somente depois que atravessarmos a fase de decodificação, poderemos compreender, interagir e analisar o texto em seus vários âmbitos. No entanto, são frequentes as falhas de compreensão, sendo elas resultado de pouco conhecimento enciclopédico, quanto conhecimento lingüístico e textual que fazem parte deste conhecimento prévio.
A aprendizagem da criança na escola tem como base a leitura, portanto, fazer com que a criança compreenda o que está lendo é a tarefa principal do educador. Não podemos ensinar a compreensão, muito menos o processo cognitivo. Assim, cabe ao professor criar oportunidades que permitam o desenvolvimento deste processo, levando o aluno ao objetivo principal da leitura: o prazer, e, nada além disso. É indiscutível que dessa forma o conhecimento seja a consequência.
GLÁUCIA KNOB
Gláucia
ResponderExcluirMuito bom! Gostei da relação entre o que lemos na disciplina e um dado contextual da atualidade: o famoso ENEM. Valeu!!!!!
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