quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O Barbeiro e o Judeu da Prestação contra o Sargento da Motocicleta, de Joel Rufino dos Santos

O autor

Filho de pais pernambucanos, Joel Rufino dos Santos nasceu no Rio de Janeiro e viveu cerca de dez anos em São Paulo. Foi preso durante a ditadura militar, entre 1972 e 1974. Publicou diversos livros, entre eles: Quem faz a república, O dia em que o povo ganhou, História política do futebol brasileiro e Zumbi (ensaios da história); Abolição, Quatro dias de rebelião, e Ipupiara (romances); O curumim que virou gigante, A botija de ouro, Uma estranha aventura em Talali, Marinho; O noivo da cutia; Duas histórias muito engraçadas e O soldado que não era (literatura infanto-juvenil).



O Barbeiro e o Judeu da Prestação contra o Sargento da Motocicleta
(7ª e 8ª séries do ensino fundamental)


          
            Em tempos de ditadura, um boato deixa o Morro da Mineira em polvorosa: o menino Albino espalha por toda a cidade que Isaque, o judeu, possui um pedaço de sabão feito de seus pais, que teriam sido assassinados pelos nazistas. Existe sabão feito de gente? Mesmo tendo ouvido falar de horrores da guerra, a cidade toda desconfia.

            O judeu, por sua vez, deixa claro que não faz nada de graça: só irá mostrar o sabão de seus pais no dia em que a cidade toda pagar as prestações que deve – coisa que está longe de acontecer. E a confusão é criada quando um barbeiro da região afirma já ter visto, com seus próprios olhos esse tal sabão.






Tema: Questão social;
Delimitação: Preconceito e Discriminação;
Materiais e recursos:
Computador com acesso à Internet.
Rádio.
CD.
 Livros.
TV.
Aparelho de DVD.
Filmes.

Etapas propostas
        1. Levar os alunos à sala de informática e pedir que acessem o site do Google (www.google.com.br) digitando as palavras-chaves: GLÓRIA MARIA PRECONCEITO 23 NOVEMBRO 2010. Em seguida, orientá-los para que acessem o site da Zona Mix em que se encontra a reportagem: 


                Em entrevista ao portal EGO, a jornalista e apresentadora Glória Maria, primeira repórter negra da TV brasileira, disse que ainda sofre preconceito por sua cor de pele. “Já sofri várias vezes e sofro até hoje. A diferença é que as pessoas hoje têm mais cuidado porque sou uma pessoa pública”, disse a jornalista. 
  “Fui a primeira repórter negra da televisão. A primeira a apresentar o jornal das sete, a primeira no comando do Fantástico... Mas tive que enfrentar muitas barreiras e obstáculos para conseguir as coisas. Tudo é mais difícil para um negro. Você tem que provar 100 vezes que você é o melhor. É cansativo, duro, doloroso. Se você não tiver uma força extraordinária, não consegue passar por isso. Mas eu vim ao mundo para lutar. Sou uma guerreira!”, afirmou a jornalista, que atualmente produz reportagens para o Globo Repórter.


        2. Solicitar que os alunos realizem a leitura silenciosa e após com o grande grupo.
        3. Discutir a reportagem, citando os tipos de preconceitos existentes na sociedade (diferentes etnias, o físico, local em que reside, faixa etária, classes sociais, ocupação profissional, enfim, aqueles que vão surgindo devido ao debate).
        4. Na sequência, solicitar que os alunos formem grupos conforme a preferência deles e pesquisem uma notícia referente ao assunto preconceito, apresentando-o como se fosse um noticiário ou de televisão ou de rádio.
        5. Designar um tempo para que os alunos se organizem e após realizem a apresentação.
        6. Realizar uma caça ao tesouro com os alunos. Cada grupo receberá um mapa com indicação da primeira dica, aí deixá-los procurar até chegar ao tesouro. Cada grupo encontrará um baú do tesouro e dentro encontrará uma peça.
        7. Instigá-los a refletir o que poderiam fazer com essa peça, sendo que o resultado final depende da junção de todas as peças encontradas pelos grupos, formando assim, um resumo sobre a obra O Barbeiro e o Judeu da Prestação contra o Sargento da Motocicleta.
        8. Na aula posterior explorar o livro, destacando trechos decisivos e levando em conta a opinião dos alunos quanto à obra.

Trabalho final
Propor aos alunos uma produção textual (poesia) e desenho referente ao tema tratado na obra.

Sugestões de interdisciplinaridade
Português: Linguagem.
História: Segunda Guerra Mundial.
Ensino Religioso: pluralidade cultural e religiosa.

Referências:
SANTOS, Joel Rufino dos. O barbeiro e o judeu da prestação contra o sargento da motocicleta. SP: Editora Moderna, 2007.








Anexos


Exemplos do tema proposto sendo mostrados no cinema


A lista de Schindler






Mississipi em chamas






A outra história americana




Exemplos do tema proposto sendo mostrados na música








Exemplos do tema proposto sendo mostrados na história



Ku Klux Klan

Ku Klux Klan

  Genocídio dos Judeus

Campo de concentração

Nazismo

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Relação Conhecimento X Compreensão

A aprendizagem da criança sempre foi motivo de preocupação dos profissionais da área da educação. A principal ferramenta no processo de aprendizagem é a leitura, leitura essa que provoca interação entre autor e leitor, através dela semeamos sabedoria e tomamos conhecimento sobre a visão de mundo de um autor, sua ideologia e tanto quanto mais seja de relevância aos leitores. Porém há uma problemática, muitos leitores, não restringindo somente às crianças e adolescentes mostram dificuldades na compreensão de textos, um dos fatores mais importantes nessa falha de compreensão e assimilação é a falta de conhecimento prévio.
Um aluno precisa estar ciente e interado ao assunto para que haja maior entendimento, o conhecimento prévio varia desde lingüístico, textual a conhecimento de mundo, o que também podemos chamar de biblioteca interna, todavia se o leitor não tem conhecimento do assunto tratado ele terá dificuldades na compreensão, esse conhecimento prévio deve ser ativado no ato da decodificação da leitura. Automaticamente fizemos um processo de seleção, o contexto é de grande importância, pois é através dele que fizemos nossas escolhas, nossos paradigmas, desde o processo de fala à compreensão das situações.
Portanto para que haja maior assimilação da leitura deve-se ter a consciência de que sem um conhecimento prévio significativo, que pode variar de formal á informal, de lingüístico a textual, o leitor tenderá a criar lacunas na sua compreensão, as pessoas necessitam de informação para interpretar as situações do mundo. Logo os profissionais da área de ensino devem auxiliar no processo de formação do leitor, servindo como suporte e tendo noção que o autor e leitor devem estar na mesma sintonia, isto é no mesmo nível tanto no ato de transferência de informação como no recebimento.

                                                                                     Renan Moraes

Aspectos importantes para a compreensão do leitor

Aqui falaremos sobre como a coesão, e outros aspectos são importantes para  a compreensão de um texto pelo seu leitor, e também como leitor faz esta compreensão.
Um elemento lingüístico que contribui para  o sentido do texto é o significado convencional do item lexical, um exemplo é a palavra FOGO, que é de senso comum que é sinal de incêndio. Em textos mais extensos, os elementos que relacionam as diversas partes de um texto, formando uma coesão, são de importãncia para o leitor compreender o texto. Para compreender, o leitor tende a reduzir o número de personagens, objetos, processos, eventos, á medida que vai lendo. A leitura que permite isso é um texto coeso.
Isto não implica que ele seja um texto coerente, pois, o processo através do qual utilizamos elementos formais para fazer ligações necessárias a construção de um contexto é considerado uma estratégia cognitiva de leitura. Essas estratégias cognitivas regem comportamentos automáticos ,inconscientes do leitor.
Há dentro desses princípios várias regras,  como por exemplo:
- A regra de recorrência , que explica a expectativa de que cnário textual apresente número limitado de personagens, objetos, ou eventos.
- A regra de continuidade temática,  permite interpretar  que se um tema é abandonado, o próximo tema deve estar relacionado.
- A regra de canonicidade agrupa vários princípios sobre a ordem natural do mundo,por exemplo,  primeiro a causa depois a reação.
- O princípio da coerência que diz quando há duas interpretações conflitantes  devemos escolher aquela que torne o texto coerente.
Bem, essas são algumas regras que eu acho mais importantes para uma boa compreensão do texto.       
                              
                                                                                Everon Almeida Rodrigues

Aspectos fundamentais para compreender melhor a leitura

Muitas vezes, principalmente na escola, a leitura só é compreendida quando a ela é submetida um objetivo. Geralmente a leitura serve como base para ser feito um resumo ou apenas para responder algumas questões, e assim, o aluno acaba não prestando atenção no conteúdo do texto em geral, mas quando há um trabalho a ser feito a cerca do texto ele é lido com mais atenção e o aluno busca principalmente as informações necessárias para realizar o trabalho designado pelo professor. Porém, mesmo quando todo o texto é lido com atenção a maneira de compreensão pode variar dependendo do tema proposto.
Quando são estabelecidos determinados objetivos em uma leitura chamamos este ato de estratégia metacognitiva, que pode ser definida como a consciência que o leitor tem sobre o próprio nível de compreensão durante a leitura. A estratégia metacognitiva ocorre quando o leitor decide se já entendeu o conteúdo do texto ou não, se precisa retomar a leitura, ou se já pode parar, pois já a compreendeu.
Além dos objetivos, a formulação de hipóteses construídas no decorrer do texto facilita ainda mais a compreensão. O leitor deve imaginar o desencadeamento de algumas situações que o texto não trás totalmente esclarecidas, ou argumentos que passaram despercebidos ao longo de sua leitura, seja por ter ‘pulado’ uma palavra ou até mesmo um pequeno desvio de atenção enquanto lia, e assim, formulando certas hipóteses, mesmo onde ocorreu um certo afastamento de atenção o entendimento do texto poderá ser realizado.
Sendo assim, percebe-se que ao ler é fundamental estabelecer certos objetivos dentro da leitura e estabelecer determinadas condições, ou hipóteses, onde para o leitor não ficou totalmente claro, e com esses dois aspectos a leitura poderá ser compreendida com mais prontidão.

Gisandra Cemin da Rocha

Objetivos e expectativas da leitura

        

 Existem formas de leituras e de compreensão de texto, entretanto muitos objetivos podem ser alcançados ou ficarem mais claros à medida que diferenciamos as estruturas textuais. Em um texto denotativo, cujo caráter é informativo, a leitura é feita para esclarecer e nos deixar informados do conteúdo, com metas pré-determinadas de esclarecimento ou de informações.
Outra forma de texto é o conotativo, esse por sua vez deve ser apreciado, essa leitura nos faz entrar no universo de cada autor, e sentir uma sensação de prazer pelas palavras que nos mostram possibilidades, que geralmente não são exatas e podem ser apenas fruto da imaginação do poeta, percebemos a importância dessa leitura, porque através dela saímos um pouco da forma sistemática, repleta de obrigações e tarefas programadas em nosso dia a dia, essa leitura nos permite dar asas à imaginação, geralmente essa forma poética não é exata e até nos faz questionar-se sobre as possibilidades. Em um romance, você entra na história, vivencia, cria sue universo, essa é uma leitura de imersão. 
Conforme o texto é necessário proceder com algumas condutas definidas, por exemplo: se você vai procurar um nome em uma lista de telefone, você vai procurar na letra do nome da pessoa, não sendo necessário ler toda a obra, a leitura dessa forma já é direcionada, contem um caráter denotativo somente com o poder da informação, enquanto isso a leitura em caráter conotativo, como poesia, contos, fabula etc., é utilizado mais para a apreciação e relaxamento, sendo assim uma leitura prazerosa.
O que é importante frisar, no sentido voltado para o universo da leitura é o impacto que causa no leitor, no sentido denotativo leva uma gama de informações aos leitores, mas de uma forma caracterizada e bem direcionada pelos aspectos de definição das notícias, manchetes, crônicas dentre outros.
E no aspecto conotativo, o impacto é genial, faz com que o leitor crie seu universo, com segmentações diversas, pode ser uma literatura interpretativa, mas na maioria dos casos ela tem o poder de fazer-nos desfrutar, em um momento de relaxamento da mente e do corpo.
Um aspecto na leitura é que existem formas determinadas, por exemplo, se a leitura for feita sem uma obrigação ou sem um direcionamento, com o tempo ela será esquecida, todavia servirá como exercício além de proporcionar um acréscimo cultural, em outro tipo de leitura, quando ela exige uma apresentação ou a necessidade de um resumo, trabalho, enfim dessa forma haverá um armazenamento e uma melhor compreensão do tema.
Quando o leitor formular hipóteses de leitura, utilizando-se do seu conhecimento prévio reconhecendo os elementos formais mais visíveis e de alto grau de informatividade a leitura terá um caráter de verificação para confirmação ou refutação e revisão, podendo assim criar uma série de estratégias para a compreensão. Ao formular hipóteses, e ao testá-las terá um melhor esclarecimento, poderá reconstituir a estrutura textual, estará ativando o seu conhecimento prévio, enriquecendo, refinando, checando essas estratégias levando a uma melhor compreensão. Na utilização de estratégias metacognitivas o leitor exerce controle consciente sobre o processo de compreensão, pode assim: revisar, auto indagar ou até mesmo corrigir, este é um bom ponto de partida para um desenvolvimento textual.          
                                                                                                    Joelson Luís Alves

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Leitura como processo interativo: antes e depois

Neste final de semana, nos dias 06 e 07 de novembro acontece em todo Brasil o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2010. A prova acontecerá em dois dias, sendo que no primeiro serão realizadas as provas na área das Ciências Humanas e suas Tecnologias e das Ciências da Natureza e suas Tecnologias. No domingo, será a vez da Matemática e suas Tecnologias, da Linguagem, Códigos e suas Tecnologias, bem como a prova da redação.  Caso analisarmos a matriz de referência para o Enem veremos que o eixo cognitivo de domínio à norma culta da Língua Portuguesa, seleção, organização, relação, interpretação,  domínio da leitura, bem como a utilização do conhecimento prévio são os pré-requisitos mínimos para que o aluno possa realizar a prova e obter um resultado satisfatório. Todos estes conhecimentos são adquiridos na escola, mais especificamente através da leitura.
Compreende-se como leitura o ato de compreender os signos gráficos. Assim, o ato de ler constitui-se de um processo cognitivo, este que tem sido alvo de preocupação a todos os estudiosos e profissionais da área da linguagem, pois a leitura fluente e compreensiva constitui o alicerce mais potente para a construção do conhecimento (Lopes, 2002). A prova do ENEM deste ano, assim como a dos anos anteriores, demonstrará novamente o parâmetro que a educação brasileira se encontra, trazendo a triste realidade brasileira em relação a mesma.
Quando letrados podemos ler qualquer palavra numa fração de segundos, ou ainda, apenas com um scanning (rápida passada de olhos procurando algo que nos interesse no texto para que posteriormente realizemos a leitura do mesmo). Segundo Kleimann (1995), a leitura envolve muitos processos de compreensão anterior. Ela é um processo interativo, pois envolve todo o conhecimento do leitor adquirido pela vida.  Ao aprendermos a ler passamos por diversas fases de aprendizado e somente depois que atravessarmos a fase de decodificação, poderemos compreender, interagir e analisar o texto em seus vários âmbitos. No entanto, são frequentes as falhas de compreensão, sendo elas resultado de pouco conhecimento enciclopédico, quanto conhecimento lingüístico e textual que fazem parte deste conhecimento prévio.
A aprendizagem da criança na escola tem como base a leitura, portanto, fazer com que a criança compreenda o que está lendo é a tarefa principal do educador. Não podemos ensinar a compreensão, muito menos o processo cognitivo. Assim, cabe ao professor criar  oportunidades que permitam o desenvolvimento deste processo, levando o aluno ao objetivo principal da leitura: o prazer, e, nada além disso. É indiscutível que dessa forma o conhecimento seja a consequência.
GLÁUCIA KNOB

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Princípios importantes de um texto

Alguns especialistas abordam a existência de diversos elementos de significação que dão sentido ao texto. Há em vista a idéia de elementos formais, sendo que o conjunto desses pode se chamar de coesão. Diante disso afirmam-se também alguns princípios que são ligados a estrutura de um texto.
Pensando nesses fatores referentes à construção de um determinado texto. Sabe-se da necessidade de elementos gramaticais apresentados em um contexto. Entretanto cabe ao leitor concretizar o significado da leitura que faz. Um exemplo disso é o seguinte: A palavra CACHORRO –“escrito num aviso na porteira de um sítio. Entre os elementos gráficos, para textuais que entram em jogo estão o tamanho de letra, que deve ser legível á distancia, o fato de a palavra estar em uma placa e não num quadro negro em sala de aula”.
O exemplo mostra-nos o conjunto de elementos que formam a ligação que se chama coesão, ou seja, o primeiro entendimento de um texto o leitor possa achar vago, mas que são visíveis diversas interpretações. No texto do autor Bransford McCarrel, nos mostra outro fator o aparecimento da palavra procedimento três vezes, e a palavra coisa duas vezes; e também o artigo definido - os materiais.Entretanto faz o leitor procurar algum outro elemento- ambas estariam se referindo ao mesmo objeto.
A partir disso há a necessidade de princípios, entre eles se destaca o princípio da canonicidade. Um exemplo referente a esse elemento é de que “a ação antecede ao efeito que a ação antecede ao resultado”. E ainda relaciona-se a Linearidade que estabelece relação, ou seja,quando a ordem não é linear,seqüencial então a leitura pode se tornar mais complexa.
Enfim, para se entender e analisar de uma forma que possa haver um melhor entendimento é necessário a existência do sentido que o próprio leitor faz de toda a estrutura a ser construída tanto gramatical como cognitiva de quem lê.


                                                                    Marinês Neves Viana

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Inadequação metodológica escolar

O professor escolhe um livro e manda ler e o aluno obedece por obrigação. Geralmente é esse o método de ensino na maioria das escolas.
Poucas vezes o aluno tem livre escolha em relação aos livros que vai ler para fazer um trabalho e as respostas que deveriam ser respondidas nesse trabalho. Na maioria das vezes o professor determina um texto a ser trabalhado e as respostas das questões trabalhadas, o aluno quase nunca pode expor sua opinião em suas respostas, pois a resposta correta, segundo o professor, é a que ele decidiu.
Tudo começa logo após a alfabetização quando o aluno passa supostamente a “compreender textos”. Na verdade ele precisa apenas ler os textos, e não necessariamente compreender, pois a resposta lhe é dada claramente sem necessidade de que ele pense e reflita a cerca da questão. É sempre um texto muito simples com questões muito simples, como por exemplo, no texto cita que “Maria saiu de casa para fazer compras” e nas questões pergunta-se “O que Maria fez? Por que ela saiu de casa?” Tal método que não prepara o aluno para possíveis interpretações futuras e apenas lhe faz escrever. E quando é questionada uma questão de opinião pessoal os alunos ficam confusos e acabam respondendo o que acham que seria a opinião do professor e não a deles, por medo de errar ou até mesmo para agradar o professor.
Com todo o avanço que vem ocorrendo em todos os lugares, em todas as profissões, é inadmissível que a escola e o professor fiquem para trás, trabalhando sempre da mesma forma, com o mesmo método de ensino. A escola e o professor devem preparam o aluno a partir de diversas didáticas para que ele fique capacitado a enfrentar suas dificuldades, como numa interpretação de texto, por exemplo. E se continuar dessa maneira, tudo tão fácil, quando o aluno se deparar à questões mais complexas se sentirá perdido e incapacitado.

Gisandra Cemin da Rocha

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Experiências digitais

Quando éramos crianças as cantigas, os contos de fadas e as brincadeiras faziam parte do nosso dia. Crescemos felizes assim. Mas, especialistas divergem em relação ao fato alegando, por exemplo, aquela cantiga em que cantávamos que atiramos o pau no gato estimularia a violência. Os pais desejam proteger as crianças. As crianças agem conforme a sua realidade social, esta que está mudando rapidamente por meio da revolução da tecnologia. Na sala de aula possuímos o exemplo do quanto essa realidade está afetada. Dizer que a educação está no caminho ao fracasso é exagero, mas o nosso velho sistema não é mais suficiente.

As crianças e adolescentes de nossa era são seres digitais e aprendem cada vez mais cedo a encarar seus erros, lidar com a experiência subjetiva da traição, do amor, dos sofrimentos, das realizações nesse mundo digital. Lidando desde cedo com a internet elas não são enganadas tão facilmente. Nesse sentido, parte do professor motivá-las a explorar o mundo e, assim, por consequência, elas aprendem mais sobre a vida.
Bettelheim, cita que histórias, por exemplo, constituem experiências antecipadas dos fatos da vida real, cujos sujeitos leitores/ouvintes aprendem a crescer bem, com segurança, autoconfiança e auto-respeito. Além disso, não é necessário mudar histórias e músicas, é preciso sim, lidar com as adversidades das histórias, cantigas e brincadeiras desde cedo, para enfrentar com maior segurança as adversidades da vida.
Em sala de aula é visível o quanto os alunos estão mais ativos, dedicando atenção as coisas por um curto período de tempo, sem contar que elas querem realizar varias atividades paralelamente e esperam obter repostas instantaneamente quando fazem uma pergunta. Elas parecem pensar e agir de maneira superficial, zapeando de uma informação a outra, não criticando tanto e muito menos refletindo sobre o que digerem por meio da televisão e da internet. Os Homos Zappiens aprendem desde cedo que há muitas formas de adquirir a informação. A escola não passa a ser vista como o lugar para aprender, mas sim, como um lugar de encontro do circulo de amigos.
Percebe-se que as crianças não tem mais interesse pelos livros e, sim por jogos eletrônicos. Sabemos que o ser humano constrói sua cultura a partir das relações com o outro e, a partir dessas relações, extraímos nossos valores e construímos a nossa identidade. O ato da leitura muito nos ensina e nos leva a uma reflexão. Balise Pascal afirma que quando lemos exercemos nossa liberdade. Com certeza! Pois, o autor impõe ideias, fatos, cenas, mas depois, nós leitores, possuímos a liberdade em criticar, discutir e alterar.
Faz-se necessário mostrar às crianças o quanto ler é prazeroso. Armindo Trevisan cita que a maior razão da leitura é o prazer. E mais: se a humanidade deixar de lado o ato de ler tudo se tornará tedioso, desde o acordar, ao trabalho, conversas e o sexo. Esse é o Trevisan... Precisamos mostrar aos nossos jovens que a leitura, seja no computador, no livro, na revista, na bula do remédio, vale a pena e que somente a partir dela, exercemos nossa real liberdade.

 Gláucia Knob

Interatividade textual
            Vivemos numa era efêmera, o tempo é dominante, a velocidade pura envolve todos os meios, a pragmática da comunicação está transfigurada, entramos no que Pierre lévy titulou de terceiro pólo do espírito humano: o pólo informático- mediático. Nas sociedades da oralidade primária os interlocutores partilhavam o mesmo texto e com o surgimento da escrita houve a possibilidade de distanciamento entre o momento da produção do texto e sua recepção.
            Hoje temos atores da comunicação conectados a uma rede, possibilitando assim a interatividade e interação, as informações ganham legitimidade quando aparecem em um veículo de comunicação, os leitores deixaram de ter um papel passivo na construção textual para assumir o papel de colaboradores, nos tempos atuais é possível falar-se de política sem ao menos sair de casa. Os hipertextos nos leva ao mundo paralelo, de realidades superpostas a outras, links nos permitem uma leitura não linear, distanciamento da leitura normal, o megadesign textual hipertextual reconfigura o espaço, tratando-se agora de um ciberespaço, que se constitui como o hipertexto mundial, interativo e receptivo a todas as vozes conectadas que quiserem participar da criação de megatextos produzidos pela inteligência coletiva, um exemplo disso é o site Wikipédia que permite que as pessoas participem da construção de seus textos.
O hipertexto pode ser analisado como uma metáfora das mudanças cognitivas e sociais, podendo tornar-se uma tecnologia intelectual, pois tendo influência na organização de textos e nos modos de expressão, pode ter como extensão influência na organização do pensamento. Ao pensarmos em hipertexto logo associamos sua história à história da informática, porém ela é muito mais extensa, a bíblia é considerada o primeiro hipertexto de toda a história pela sua forma não seqüencial de leitura, Leonardo da Vinci fazia anotações de um modo próximo ao hipertexto, outros exemplos podem ser desde índices dos livros as notas de roda- pé, pois nos remetem desde outras partes de livros até mesmo a outras obras.
Concluo que hipertextualidade é muito importante, pois serve de ferramenta para quebrar a relação autor- leitor, porque com a interatividade os dois se comunicam e interagem. O leitor deixa de ter papel passivo e passa ser participante, interligando assim as vozes conectadas nesse ciberespaço que está cada vez maior.

                                                                                                                Renan M. Moraes                                             

Tempos modernos

O mundo encontra-se em fases de avanço tecnológicos e acompanhá-los é fundamental, pois facilita o cotidiano do homem e o torna mais sábio.
A tecnologia proporciona ao ser humano uma ferramenta a mais na busca de informações, ele esta cercado de noticias e conteúdos. A internet possibilitou em sala de aula trabalhos diferentes onde o aluno propõe seu próprio plano de aula, os alunos ainda  trabalham em grupos determinados temas  abrangendo assuntos amplos e como forma de busca usam a internet .
MSN, blogs entre outros também estão sendo usados como meio de esclarecimento de duvidas online, anos atrás as pessoas   para mexer em um controle usavam o manual ,hoje, as crianças buscam esclarecer suas duvidas através dessas salas de bate papo online, e ate mesmo como exemplo temos o vídeo game onde as crianças sem conhecimento algum sobre determinado jogo aprendem com facilidade. Desse modo, as novas gerações têm um desenvolvimento tecnocognitivo enquanto às outras gerações, o real se baseiam nas  instruções para a aprendizagem.
Os tempos mudaram e foram surgindo esses Homo Zappiens onde não seguem uma linearidade, conseguem processar varia informações ao mesmo tempo, dependendo da importância do assunto conseguem ouvir musica, assistir televisão e responder no MSN, embora essas pessoas deixam seus compromissos todos para ultima hora, vão para a escola mas para eles lá parece mais um local de encontro físico entre colegas.
A tecnologia trouxe muitos ganhos a o ser humano, assim ela tornou-se parte da personalidade humana, pois envolve e contagia o homem, passando, com ela a administrar o seu “eu” trazendo vantagens e comodidades a ele.



Kéli Begnini

hipertexto é natural !

 O hipertexto é hoje qualquer meio de comunicação que tenha figuras, imagens, sons,   incorporados em um mesmo texto. O principal difusor de hipertextos hoje em dia  é a World Wide Web (internet)  onde o hipertexto é tão natural que nem percebemos sua presença.

 Nos habituamos a ler na intenet  fazendo pulos de um link para outro, e dificilmente lemos um texto até o final. O interessante é que temos este habito apenas na internet. Por que quando lemos um livro não ficamos pulando de uma página para outra.

 Mas existem excessões a regra, pois o hipertexto é mais antigo, que a internet, em 1963 Júlio Cortázar  escreveu  o livro Jogo da amarelinha, onde o  leitor escolhe o caminho a ser seguido durante a leitura. 
Para comprar:
Para ler sobre o autor e obra:

A capacidade de filtrar informações e o sucesso profissional.

Manipular as tecnologias de informação é uma necessidade básica em nossos dias, mas o fator mais importante é detectar quais são as informações  corretas, pois temos uma avalanche de dados que acabam dificultando ou camuflando o que é real.
As possibilidades de erros são existentes, mas é interessante errar, correr riscos, esses fatores são importantes e nos ajudam no crescimento. Mediante a quantidade de informações encontrada na rede, nos sentimos entusiasmados, eufóricos e de certa forma atordoados pelo mar de possibilidades. Logo pensamos, tenho todas as resoluções para os problemas, isso é bom e nos conduzirá a novos artifícios para nossas pesquisas, entretanto o grande fator a ser levado em consideração é que devemos saber o que realmente tem um caráter verdadeiro e confiável, fazer pesquisas, desenvolver habilidades, discernir informações verdadeiras das falsas, filtrar o que encontramos, após essa seleção, poderemos formular conceitos.
Lidar com a incerteza, é uma atividade muito valorizada, devemos agir de uma forma empreendedora, criando, correndo riscos. É fundamental nos sentirmos com vontade de inovar, entretanto devemos ser flexíveis, isso pode ser um grande diferencial em nossas carreiras.
É necessário ir até as estrelas sem tirar os pés do chão, naufragar em alto mar, mergulhar na escuridão, talvez em um impulso, em um tiro a morte ou em uma tacada de sorte você se de bem!
                                                                  
                                                             Joelson Luís Alves




Mudanças. A evolução constante

     A sociedade  de hoje está cada vez mais dependente das  tecnologias: celulares, rádios televisão, internet, jogos etc. Será que viveríamos sem essas constantes mudanças que  se fazem presente em nosso cotidiano? E onde se encaixa a história dos Homo Sappiens? Há  mais de 3 mil anos,não havia muitos recursos e o homem estava em maior contato com a natureza,caçava seu próprio alimento .
     Atualmente esse tempo passou e   vive-se em um contexto mais amplo e aberto ao diálogo. Desde então desenvolveu  as diversos meios tecnológicos e por esse motivo o círculo de amizades são mais intensas, possibilidades novas estão surgindo para todos,porém toda tecnologia é no geral recebida com desconfiança.Existe um certo cuidado com os benefícios de algo novo antes de adota-los.
       Hoje em dia não se vive sem esses benefícios mesmo que no primeiro momento exista uma certa resistência  logo isso desaparece com  tempo.Porque na realidade as pessoas se acostumam e não vivem sem essas aprendizagens,que são fundamentais para seu desenvolvimento.Na medida que vai se aprimorando tudo que se apresenta de novidade, fazendo com que cada vez mais as pessoa busquem  o que é novo .Sendo motivadas pela precisão que esses fatores impõem no meio em que se vive e nas relações humanas.
          Entretanto o fato de as mudanças serem cada vez mais  óbvias   e pelo fato das incertezas, há a necessidade de pessoas mais flexíveis e criativas. E os usos dessas modernidades influenciaram no ato de pensar e no comportamento do Homo Sappiens procurando contato com todos ao mesmo tempo e um exemplo disso é através de um simples clique  no computador podem se comunicar com o mundo inteiro sem restrição; pois os Homo Sappiens aprendem desde  muito cedo que há muitas fontes de busca e colocam em prática tanto na vida pessoal quanto profissional tornando mais fácil a comunicação e aprendizagem humana.              


                                                                               Marinês Neves Viana

O sentido da leitura

Professor Miguel

     Estou enviando novamente outra versão da primeira postagem do blog. O texto anterior havia pensado em comentar alguns tópicos e não em um texto argumentativo. Já nesse segundo procurei me deter a um assunto só, e também uma melhor  organização textual,  segundo o que foi comentado em aula .

 O sentido da leitura

            Sabe-se que a leitura não é responsabilidade unicamente do educador. Há o interesse em saber como a leitura deveria ser ensinada,  visto que para as crianças lerem elas   por sua vez necessitam de ajuda. A compreensão deve vir do significado que o ouvinte ou leitor traz para a sua linguagem.
          Para compreender a leitura, os pesquisadores precisam considerar não somente os olhos (mecanismos da memória –atenção,ansiedade,compreensão de fala.) Todos esses fatores são referentes a leitura que fazemos em relação ao mundo existente.
          Entretanto, o treinamento de professores mostra a preocupação freqüente em sala de aula, onde o foco principal deveria ser  no que faz e não simplesmente no que sabe de conteúdo para passar para os alunos.
          Frente a essa possibilidade precisa-se observar de onde vem o significado sendo juntamente as palavras individuais para o entendimento, porque as crianças não ouvem a estrutura da superfície das suas palavras, mas percebe o significado que é desenvolvido.
            Pensando nisso o significado é inteiramente ligado a leitura  pois as crianças não  precisam ser muito inteligentes para aprender a ler, embora aprender a ler vai contribuir muito em sua capacidade intelectual.Os professores e outros adultos tem o papel decisivo na estimulação de leitura tornando esta possível com materiais que  façam sentido para eles e com o auxilio de um leitor mais experiente como guia.

                                                                               Marinês Neves Viana

domingo, 12 de setembro de 2010

"O vírus do amor ao livro é incurável, e eu procuro inocular esse vírus no maior número possível de pessoas."

JOSÉ MINDLIN - Bibliófilo e escritor brasileiro

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Caminhos da Leitura


         A leitura nos dias de hoje é desapreciada pelos jovens, de faixas etárias variadas, que encontram muitas vezes como principal obstáculo a dificuldade na compreensão dos textos. Essa dificuldade deriva-se de vários fatores, como por exemplo, a falta de conhecimento prévio, um aluno do ensino médio não compreenderá um texto de filosofia como, por exemplo, “Além do bem e do mal” de Nietzsche se não estiver familiarizado, habituado com a estrutura textual e o conhecimento necessário para tal leitura, assim sendo criando uma visão túnel, falta de sentido é a principal característica da visão túnel, ele lê sem compreender, pois a linguagem não lhe é familiar, essa falha na assimilação do conteúdo na maioria das vezes atrapalha o interesse do leitor, que acaba muitas vezes por desestimular-se na prática de leitura, pois ela se torna demasiada maçante, os professores devem então auxilia-los e acompanha-los em tal processo, mas ao mesmo tempo tentar não interferir na liberdade de compreensão dos alunos, e sim estimular a leitura, de maneira que tal material traga interesse aos alunos e faça sentido a eles.
            Existe a crença que a leitura precisaria ser ensinada, porém essa idéia é errônea, as pessoas já nascem com a capacidade de ler, essa habilidade é tão natural como o ato de falar ou pensar, o que é necessário ser feito é o estimulo da prática de leitura e o direcionamento por meio daqueles que são os mais importantes nesse processo, ou seja, os professores, que na maioria das vezes falham nessa missão, pois se baseiam em um sistema metodológico ultrapassado que tem como principal característica a opressão dos alunos, a imposição de idéias que só tendem à causar a rejeição dos alunos por tal habito , o papel do professor deve ser de estimular e direcionar os alunos sem limitá-los a dogmas e paradigmas, esses por sua vez desenvolverão a habilidade de leitura naturalmente, encontrarão na leitura um universo novo, fonte de grande prazer e cultura.
            Nos tempos atuais a tecnologia passou a ser parte do nosso cotidiano e está presente cada vez mais em nossa vida, a internet, por exemplo, é a principal ferramenta da interação e interatividade na busca do conhecimento, todavia o sistema de ensino ainda não está totalmente dotado dessa capacidade, não é raro encontrarmos escolas com salas de informática fechadas ou com computadores fora de uso ou até mesmo professores que preferem se manter na metodologia clássica, assim sendo, retardando o processo de aprendizagem, abdicando dessas novas tecnologia, fonte de conhecimento tão atual e que nos permite interagir rapidamente nesse mundo que está cada vez mais globalizado. Portanto devemos pensar em novos caminhos, meios para alcançar um objetivo velho que à muito vem sendo perseguido, porém sem resultados novos e longe do verdadeiro progresso.

                                                                                                         Renan Marcel Moraes